sexta-feira, 14 de julho de 2017

Curso de Teologia - ENIGMAS DA BÍBLIA - LIÇÃO 12



LIÇÃO 12
NOÇÃO DE DEUS ENTRE OS POVOS

Ao examinarmos os mais antigos vestígios do homem sobre a terra em diferentes culturas, podemos afirmar que no que se refere à concepção de um Ser supremo, encontramos as seguintes similaridades:

  • Criam numa força central controladora de todas as coisas.
  • Criam que precisavam apaziguar esta força, por isso o sacrifício de animais e até  mesmo  sacrifícios humanos.
  • Criam igualmente na retribuição após a morte, onde os bons gozariam de prazeres e os maus receberiam certas punições e tormentos.
  • Criam que esta força suprema, um Deus personificado ou deuses, tinha sentimentos característicos aos homens. 

         A consciência que nos aponta a existência de uma outra realidade é inato, e conosco nasce também a noção de que deve existir um controlador de toda esta grandeza inacessível. Aqueles que não estão dispostos a admitir que a ideia de Deus é inata na constituição do homem, geralmente argumentam que esta seja uma dedução necessária e  natural do nosso raciocínio, apenas o resultado de um  processo racional.

        A convicção na existência de uma esfera superior inata na maioria das pessoas pelo menos, pode ser a prova que algo muito além do nosso entendimento de fato existe. Este conhecimento inato pode ser suprimido em maior ou menor grau dependendo dos estímulos que uma pessoa recebe durante a sua formação intelecto-emocional. Copiamos modelos de comportamento desde muito cedo e para a maioria dos seres humanos quando o exemplo não é bom, isto acaba sendo determinante para a sua formação  moral. Ser mais ou menos sensível a existência de uma força suprema que tudo controla, na nossa concepção, não depende de uma educação religiosa disciplinada, mas brota naturalmente em cada ser.   

 REVELAÇÃO
        Alguns teólogos afirmam que houve uma revelação original sobrenatural aos homens, e destes fluiu o conhecimento que foi sendo passado de geração em geração por tradição. Todo buscador precisa dispor, se quiser conhecer um pouco dos mistérios espirituais, ter extrema paciência  e esmerado esforço  para pesquisar nas mais variadas fontes e isto implica  examinarmos também os escritos das mais diferentes culturas para que ampliemos a nossa visão do mundo religioso.      

Curso de Teologia - ENIGMAS DA BÍBLIA - LIÇÃO 11



LIÇÃO 11


A ARQUEOLOGIA E A BÍBLIA
                                 
         Alguns dos mais conhecidos eventos e personagens bíblicos – os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, o rei Davi, Moisés e a fuga israelita da escravidão no Egito, a conquista da terra prometida sob Josué e certas passagens obscuras estão sendo vistas sob uma nova luz graças a uma avalanche de recentes descobertas. Os arqueólogos estão sempre buscando novas evidências que possam resolver perguntas não respondidas como: Moisés  realmente existiu? O êxodo aconteceu de fato? Josué travou a batalha de Jericó? Quando e onde foram as Sagradas Escrituras escritas? Identificar fatos dos tempos do Velho Testamento é especialmente problemático, pois nenhum escrito dos tempos do rei Salomão ou anterior resistiram ao tempo. Os antigos israelitas, diferente dos seus vizinhos, escreveram a maioria dos seus escritos em papirus, invés de placas de barro, além do mais, o assunto  é complexo porque Judeus e cristãos conservadores não aceitam ouvir certos argumentos que podem contrariar a tradição.

          Por outro lado os ateus não veem a hora de provar que suas histórias são todas contos de fada. Mesmo para os moderados a Bíblia influencia tanto a cultura ocidental que faz muita diferença se suas narrativas são fundamentadas na verdade ou não. Poucos duvidam que os personagens da última parte do Velho Testamento e a maioria do Novo Testamento – Nabucodonosor, Isaías, Jesus, Pedro, Paulo – tenham de fato existido, mas nem todos creem totalmente nas histórias em que eles estão envolvidos. Algumas cruciais descobertas sugerem que alguns dos mais antigos registros da Bíblia estão também embasados em fatos e pessoas reais.  Em  1990  os  pesquisadores  da Harvard University trabalhando na antiga cidade de Askelon, norte do estreito de Gaza, desenterraram um pequeno bezerro de bronze prateado que seria uma cópia do grande bezerro de ouro mencionado no livro de Êxodo. No que pode ser a mais importante das descobertas, um grupo de pesquisadores descobriram uma inscrição datada do ano 900 a.C., no antigo monte de Tel Dan, no norte de Israel em 1993.

         Palavras  encravadas numa placa de basalto fazem referência a casa de Davi e ao Rei de Israel. É a primeira vez que o nome deste monarca é encontrado fora da Bíblia e prova que ele foi mais do que uma lenda. Mas muitos ainda resistem e dizem que muitos personagens e eventos são provavelmente fictícios. A maioria suspeita que Abraão, Isaque e Jacó, patriarcas da tradição judaica, nunca existiram.  Muitos duvidam da escravidão no Egito e do êxodo e não são muitos os que acreditam na conquista de Jericó e o resto da terra prometida por Josué. Há grandes controvérsias de ambos os lados, porém sobre algumas coisas quase todos  concordam: a versão bíblica da história de Israel depois do reino de Salomão, por exemplo, é baseada em fatos históricos que são ratificados por registros independentes dos assírios e egípcios que se referem a reis e batalhas daqueles tempos. Anterior a isso, aproximadamente 930  a. C., os historiadores discordam praticamente em tudo.

        Os maximalistas, que consideram a Bíblia um guia legítimo para a pesquisa arqueológica, de um lado; de outro, os minimalistas ou céticos bíblicos, que acreditam que a Bíblia é um documento religioso e desta forma não pode ser tido como registro objetivo. Dizem eles: “o que não pode ser provado como histórico, não é histórico”, explica  Frank Moore Cross, professor emérito de línguas orientais da Harvard, que é alguém que está no meio desta briga. Primeiro os maximalistas, depois os minimalistas, têm dominado a arqueologia bíblica, em um tempo ou outro. O primeiro pesquisador sério foi Edward Robinson, especialista em cultura oriental do Union Theological Seminary  de Nova York. Em 1837 e 1852 ele viajou pela Palestina e identificou centenas de sítios arqueológicos. Ele encontrou um arco de sustentação do templo de Jerusalém. As excursões de Robinson começaram uma onda de exploração que nunca cessou. No final do século IX veio uma resposta violenta por parte dos críticos alemães, a posição preconceituosa deles  é que a Bíblia era essencialmente mito, mas o pêndulo voltou a oscilar em outra direção em 1920, quando William Foxwell Albright apareceu em cena. Professor de línguas semíticas na Johns Hopkins University e filho de um missionário metodista. Ele deu um novo enfoque as  pesquisas. Em vez de assumir que a Bíblia era totalmente exata ou completamente fictícia, ele tentou confirmar as histórias do Velho Testamento com evidência arqueológica independente.

         Sob a sua influência a arqueologia bíblica finalmente se tornou um empreendimento científico disciplinado. Embora ele estivesse preparado para constatar que a Bíblia não fosse precisa em particularidades, ele a considerou exata até que o contrário fosse provado, assumindo a existência de Abraão, Isaque e Jacó, por exemplo, e então usou evidência física circunstancial para deduzir que eles provavelmente viveram por volta do ano 1800  a.C.   Os herdeiros intelectuais de Albright, incluindo os arqueólogos israelitas Avraham Biram e por último Yigael Yadin, fizeram declarações iguais. Yigael disse em 1984, anos antes de sua morte: “O Velho Testamento pra mim é um guia e a história autêntica do meu povo’’. A Bíblia diz que Salomão fortificou as cidades de Hazor, Gezer e Megido durante o seu reinado, Yadin encontrou no fim dos anos 50 um portal nas ruínas  da antiga cidade de Hazor e o datou ao tempo de Salomão 1000 a.C.

         Quando encontrou um portal semelhante em Gezer, fez o mesmo. Em Megido ele encontrou o terceiro portal, concluiu então que Salomão havia de fato fortificado estas cidades. Assim como os crédulos têm que aceitar certas evidências que contradizem suas deduções, da mesma forma os céticos. Há uma máxima em arqueologia: “A ausência de evidência, não é evidência de ausência”, isto é, a falta de provas não prova que algo não tenha existido. Entre as descobertas que fortalecem certas afirmações bíblicas, eis o resumo de algumas das mais importantes:         

  • Em 1979 o arqueólogo Gabriel Barkay encontrou dois rolos de folhas de prata dentro de uma tumba de Jerusalém. Estas folhas foram datadas a 600 a.C., logo após a destruição do templo de Salomão e o exílio na Babilônia. Quando os cientistas cuidadosamente desenrolaram os rolos no museu de Israel, eles acharam uma passagem do livro de Números gravado na sua superfície. A descoberta tornou claro que partes do Velho Testamento já estavam sendo copiadas, muito antes do tempo em que os céticos criam que estas passagens até mesmo foram escritas.

  • Em 1986 arqueólogos revelaram que vários pedaços de barro, em formas arredondadas, com marcas em relevo, uma espécie de selo, os quais foram trazidos por comerciantes árabes, tinham sido usados para marcar documentos. Nahman Avigad da Hebrew University de Jerusalém, identificou as marcas como sendo o selo de Baruque, filho de Neria, um escriba que registrou as profecias de Jeremias. Outro selo era de Yerameel, neto do rei Jeoaquim, de novo confirmando a existência de mais dois personagens do V.T.

  • Em 1990 Frank Yurco, um egiptólogo do History of Nature  Museum de  Chicago, usou pistas hieroglíficas de um monolítico conhecido registro de Merneptah para identificar figuras em  relevo de uma parede em Luxor que representam os antigos israelitas. Nesta inscrição, datada de 1207 aC., celebra uma vitória militar do faraó  Merneptah. Lê-se: “Israel foi desolada.” Isto sugere que Israel já era uma nação distinta há 3000 aC.

  • Em 1993  Avraham Biran da Hebrew Union University e do Jewish Institute of Religion e Joseph Navea da Hebrew University, anunciaram que encontraram uma inscrição com as frases: “casa de Davi e rei de Israel”. O registro datado de 900 a.C., um século antes do reinado de Davi, descrevendo a vitória de um rei vizinho sobre os israelitas. Agora não há como dizer que este famoso personagem bíblico não existiu.

  • Em 1994 o estudioso francês André Lemaire escreveu um artigo na revista Biblical Arqueology. O assunto foi a pedra de Mesha (também conhecida como a pedra moabita), a mais extensa inscrição já recuperada da antiga Palestina. Achada em 1868 nas ruínas de Dibon e hoje acha-se  exposta no Museu de Louvre, onde Lemaire passou 7 anos estudando-a. Sua conclusão: a frase “casa de Davi” aparece lá também. Como o fragmento de Tel Dan, o qual vem de um inimigo de Israel se gloriando de uma vitória, no caso, é o rei Mesha de Moabe, outro personagem bíblico.


CONCLUSÃO

               Para cristãos e judeus comuns é impossível manter imparcialidade quando o assunto trata-se  de potes de barro e pedras  com  inscrições primitivas encontradas na Terra Santa. Milhões de pessoas cresceram ouvindo as histórias bíblicas e até mesmo aqueles que nunca colocaram o pé numa igreja ou sinagoga, tem grande interesse em saber o que é ou  o que não é ficção na Bíblia e havendo comprovação científica que certos fatos e personagens  existiram, muito mais fascinante se torna o livro que tanto tem influenciado o mundo. Disse o doutor Harvard Cross: “Sugerir que algumas coisas na Bíblia não são históricas não é tão importante, mas perder toda a história que ela nos conta é perder toda a nossa tradição”. Portanto, a arqueologia está revelando que muitas das histórias da bíblias, são de fato...história real.



sexta-feira, 7 de julho de 2017

UM POLÍTICO E UM LÍDER RELIGIOSO UNIDOS PARA DAR UM SEPULTAMENTO DIGNO A JESUS


O problema não era simples: quem sepultaria  Jesus? Não, não apenas quem o sepultaria, mas quem lhe faria o sepultamento respeitável que merecia? Quem cuidaria para que o corpo de Jesus não fosse colocado num sepulcro comum, mas que Jesus estivesse "com o rico . . . na sua morte", como foi profetizado por Isaías (53:9)? Quem colocaria o seu corpo em "um sepulcro novo, no qual ninguém tinha sido ainda posto"? (João 19:41). 

Não seriam os apóstolos, pois a maioria deles estava se escondendo de medo dos judeus (João 20:19). Não seriam as mulheres que o seguiram fielmente, pois não tinham recursos para isso. Seria José de Arimatéia.

Ele era um homem rico e membro proeminente do mesmo conselho que tinha condenado Jesus. Ele era um senador justo e bom que  cria em Jesus. Quando o conselho havia condenado a Jesus, entregando-o a Pilatos para a sentença de morte, José "não tinha concordado" (Lucas 23:51).  Tão logo soube da morte de Jesus ele tomou providências:
 "Esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus." (Lucas 23:52) (Marcos 15:43)

Nicodemos, chefe dos judeus, fariseu, membro do conselho, também ajudou no enterro de Jesus. Certa vez ele tinha questionado o conselho dos fariseus: "Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?" (João7:51). Nicodemos, porém, como José, não haviam confessado abertamente a fé em Cristo,  mas na sua morte, entretanto,  uniram-se... Nicodemos forneceu o ungüento, e José, o túmulo. 

"E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro." (João 19:39,40)

CONCLUSÃO: Jesus não contou com nenhum dos seus discípulos para cuidar do seu corpo,  mas dois simpatizantes da sua causa que foram se apresentaram para este fim,  um senador (José de Arimatéia)  e Nicodemos (líder fariseu,  grupo que o perseguia), conclui-se então que a providência divina usa o imponderável e o aparente impossível para que os seus propósitos na vida dos seus filhos sejam alcançados, amém! DEUS usa quem ele quer, do jeito é na hora que Ele quiser.

 Wanderlei Xavier 

A SOBERBA PRECEDE A RUÍNA



Galileu Galilei  (15/fev/1564 — 8/ jan/1642) físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano.

Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo, que coloca o Sol como centro do universo. 

Galileu era cristão, mas tinha um temperamento conflituoso e viveu numa época atribulada na qual a Igreja Católica endurecia a sua vigilância sobre a doutrina para fazer frente às derrotas que sofria pela Reforma Protestante. O papa  Urbano VIII, que sentiu que a aceitação do modelo heliocêntrico como ferramenta matemática tinha sido ultrapassada e convocou Galileu a Roma para ser julgado, apesar deste se encontrar bastante doente. Após um julgamento longo e atribulado foi condenado a abjurar publicamente as suas ideias e à prisão por tempo indefinido. 

Cabe uma reflexão:  aquela instituição que se dizia a representante de Deus na Terra foi incapaz de admitir o que em nossos dias  uma criança percebe. Mas o que cegou a igreja ⛪ da época? A resposta é simples. A soberba e a ignorância.  Quando essa dupla se une,  é invencível.  Como está escrito: A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda. Provérbios 16:18 

"Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos.  A verdade é filha do tempo, e não da autoridade. Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo o caminho." Galileu Galilei 

terça-feira, 4 de julho de 2017

OBRA DE ARTE


Michelangelo foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano. 

Disse ele: "Eu sou um homem pobre e de pouco valor que está trabalhando com a arte que Deus me deu, a fim de estender a minha vida o maior tempo possível. A minha alma encontra uma escada para o céu  através das belezas  que Deus deixou na Terra,  através delas o homem sábio conclui que as obras de arte não são frutos do acaso, mas o amor materializado de um artista."

"Como faço uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo que não é necessário. Quanto mais resíduos no chão mais arte eu tenho a minha frente." 

Ao ser perguntado sobre como fizera a escultura de Davi (com quase 4,5 metros em um só bloco de marmore, guardada na academia Artes de Florença), ele disse:

"Foi fácil, fiquei um bom tempo olhando o marmore até nele enxergar o Davi. Aí, pequei o martelo e o cinzel, e tirei tudo o que não era Davi!"

Somos todos pedras brutas,  precisamos ser cinzelados,  lixados, e polidos. A obra de arte só será revelada depois de um longo processo onde o nosso papel é não resistir e deixar que o ESCULTOR DIVINO por meios que muitas vezes não compreendemos faça a sua obra.

"Um espírito  vazio e cego  não pode reconhecer o fato de que o pé é mais nobre do que o sapato e a pele mais bonita do que a roupa que veste o corpo."

Michelangelo ( 6 de março de 1475 — 18 de fevereiro de 1564 Roma -Itália)

ALMA E ESPÍRITO



Alma - anima (latim)
               psiché (grego)
               nephesh - (hebraico)

Espírito - spiritus (latim)
                   pneuma (grego)
                   neshamah (hebraico)

Alma  - O centro das emoções humanas, sede do sistema cognitivo. A consciência do espírito.
Espírito - A essência energética que vivifica o corpo.
O espírito  se expressa  pela alma ( nephesh) e dá vida ao corpo (bashar).
O corpo é vivificado pelo espírito (energia).
A alma é o ser racional/emocional.
 Espírito é o ser energético.A substância que anima o corpo.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

TEORIAS SOBRE A ORIGEM DO ESPÍRITO







O principal objetivo deste capítulo é apresentar as várias teorias que ao longo da história desenvolveram este tema. Estas são as teorias mais conhecidas sobre a origem da alma e do espírito ao longo da história:

1. Teoria  do Espírito Pré-Existente: Segundo esta teoria o espírito  existe em um estado prévio e entra no corpo humano em algum ponto no início do seu desenvolvimento. Na igreja primitiva, Orígines  (185-254 d.C.) era quase sozinho defensor desta teoria. Mais tarde o filósofo Emanuel Kant  mantinha esse ponto de vista para explicar a depravação herdada do homem. Os mórmons também creem assim. Esta linha foi considerada uma heresia desde o tempo de Crisóstomo,  um dos proeminentes pais da igreja.

        A teoria diz também que certas ocorrências no estado anterior explicam a condição em que este espírito  se encontra. A  maioria das religiões orientais aceitam esta teoria. A crença nesta teoria implica também em se crer no processo de vidas múltiplas ou seja na reencarnação. A maior objeção que é feita a esta doutrina é porque a grande maioria das pessoas nada lembra sobre a sua pré-existência e também pelo fato que esta  ideia, segundo a teologia cristã  não se encontra explícita na Bíblia.

2. A Teoria do Espírito Gerado ou Propagado: Na igreja ocidental esta teoria gradualmente ganhou terreno. Conforme esta linha de pensamento o espírito da mesma forma que o corpo do homem originam-se na fecundação, é neste ato que os elementos genéticos do casal se fundem e assim dá-se  início a uma nova vida. Surge a pergunta: “o ser humano começa o seu processo vital no momento em que o óvulo é fecundado ou dias depois quando o óvulo fecundado desce das trompas e se aloja no útero?” Assim como o polo negativo e positivo que  ao se unirem trazem a luz, da mesma forma  o espermatozoide  e o óvulo fundem os seus  cromossomos para  dar  origem a um novo ser.

        Tertuliano foi o primeiro a citar esta teoria. Os teólogos luteranos geralmente têm mantido esta teoria também. Segundo esta teoria o homem todo é gerado, corpo, alma e espírito. Não podemos esquecer que cada indivíduo que nasce já passou por um processo de seleção natural dificílimo, teve que vencer milhares de oponentes na corrida pela vida, e além disso ainda teve que  transpor aquela película que envolvia o óvulo que o acolheu. O homem como espécie surgiu com Adão e Eva, o casal primordial,  segundo os seus proponentes; e a partir deles a substância da vida foi  distribuída à cada homem, sendo assim cada ser humano possui parte da substância deste primeiro casal de humanos. Esta teoria sustenta  que o homem herda a depravação de Adão, por isso todo  homem tem tendência ao mau moral.

3.Teoria do Criacionismo Espiritual:  Ela considera que cada espírito  humano foi criado imediatamente por Deus e unido ao corpo no momento da fecundação. O espírito , portanto, é uma criação imediata de Deus, não gerada ou derivada dos pais. Este  ponto de vista foi mantido por Aristóteles, Ambrósio, Jerônimo,  Pelágio e em tempos modernos pela maioria dos teólogos católicos.

        O argumento principal desta teoria é que certas passagens das Escrituras falam de Deus como o Criador da alma e do espírito. O relato original da criação aponta para uma distinção entre a criação do corpo e o do espírito – um formado da terra e o outro procedendo diretamente de Deus, mas esta teoria não explica o porquê das crianças serem tão parecidas com os pais, emocional e intelectualmente, já que seus espíritos são criados diretamente por Deus  não deveriam herdar nenhuma tendência á depravação. Se o homem nasce com alguma tendência á depravação como muitos sustentam, esta teoria faz Deus criador direto da depravação do homem, Ele seria autor do mau moral do homem por ter colocado um espírito  cujo  corpo  poderia  corrompê-lo. Uma pergunta que tem causado muita polêmica nos meios teológicos cristãos: afinal, o homem é pecador porque peca (tendência adquirida), ou peca porque é pecador (tendência herdada)?  Como se percebe o tema é por demais profundo, com argumentos de ambos os lados, há um longo caminho de reflexão para os querem chegar um pouquinho mais ao âmago desta questão.

 LIÇÃO 18 - Apostila Módulo Básico de Teologia

domingo, 2 de julho de 2017

O ANTICRISTO NAS ESCRITURAS


Definição: A palavra anticristo (do grego antichristos), pode significar um inimigo de Cristo ou alguém que usurpa o seu nome. A palavra é encontrada em 1Jo 2:18,22, 4:3,2;  2Jo 1:7, mas a idéia que verte esta palavra aparece por toda  Bíblia.        
   
É evidente pela forma como João e Paulo se referem ao anticristo que eles levam em conta a tradição bem conhecida por aquele tempo (1 Jo 4:3 "do qual tendes ouvido", 1 Jo 2:18 "como ouvistes 2Ts 2:6 "e agora
sabeis").

Em 1 Jo 2: 18 o apóstolo fala de "o anticristo" e "muitos anticristos". O anticristo, a pessoa, deve ser diferenciada dos muitos anticristos e também do "espírito do anticristo" (1Jo 4:3) o qual caracteriza todos eles. O sinal expresso de todos é a negação da verdade. Mas essa negação é sutil, muitas vezes uma meia verdade é mais danosa do que uma mentira inteira,  já que é mais difícil de identificar. Há muitos líderes religiosos que do ponto de vista humano são mensageiros de Deus,  mas naquele dia ouvirão:

"No entanto, Ele vos afirmará: ‘Não vos conheço, tampouco sei de onde sois. Re-tirai-vos para longe de mim, vós todos os que viveis a praticar o mal!" Lucas 13:27

"Então lhes declararei: Nunca os conheci. Afastai-vos da minha presença, vós que praticais o mal." MT 7:23

OUSANDO SONHAR O SONHO DE DEUS




Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito... Gênesis 12:4;

Milhares de anos se passaram e bilhões de pessoas foram impactadas por essa decisão de Abraão.  Mas o que teria acontecido se Abraão não tivesse ouvido o chamado divino?  Ele tinha muitas desculpas a dar. Ele tinha idade avançada, a caminhada era difícil e longa,  colocaria a família em risco, e não tinha idéia do que encontraria no seu destino.
Abraão não foi consultar o seu vizinho,  não ficou a se lamentar com a esposa, ele somente acreditou... 

Ele sonhou o sonho de Deus,  e em função de um sonho se apoderou da vitória,  creu que valeria a pena arriscar.  Sabia dos riscos,  mas sabia que sem perda não há ganho. Assim partiu Abraão,  pés no chão da promessa,  olhar no horizonte da esperança,  coração centrado na imagem do seu Provedor fiel. Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito. Se agarre na visão que Deus colocou na sua alma e creia,  lembre-se do que Deus disse a Abraão: "E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem ; e em ti serão benditas todas as famílias da terra." Gn 12:3
Receba a bênção que neste momento Deus lança sobre a tua vida, amém! 

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