sábado, 10 de junho de 2017

QUAL A IDADE DA TERRA CONFORME A BÍBLIA?







        Querer que a Bíblia responda até perguntas científicas como se esse livro fosse um manual de ciências naturais é um contra senso. Eis o verso de abertura da Bíblia:  Bereshit bara Elohim et Hashamayim ha'arets ve'et (No principio Deus criou os céus  e a Terra). Qual seria a melhor tradução dessa frase inicial da Bíblia? Uma tradução da Toráh para o Aramaico feita por um sábio muito antigo chamado Onklós, traduz este verso de Gênesis 1:1 assim: "Antes de todas as coisas que foram criadas, criou Elohim o céu e a Terra". O rabino Obadiah ben Jacob Sforno disse que acrescentaria a "bereshit" a palavra "tempo", portanto: "No princípio do tempo Elohim criou os céus e a Terra". Mas quando foi isso?

       Afinal, quantos anos teria o planeta Terra? Conforme a cronologia bíblica seria aproximadamente de 6000 anos. Assim defende o criacionismo bíblico, mas nós sabemos que para a maioria dos cientistas, a chamada ciência oficial, isso é um grande absurdo, já que os dados obtidos através de profundas pesquisas atestam que a Terra teria  de 4,5 à 5 bilhões de anos.  Porém, Como é que sabemos a idade da Terra?

        Só por algumas árvores, nós conseguimos descobrir que o mundo é mais velho do que o criacionismo assegura. Algumas árvores vivem por 5000 anos. Considerando essas mesmas árvores que vivem tudo isso, podemos contar as que já morreram há muito tempo, e considerando que ela está ali, pode-se deduzir que ela veio de uma semente, e de outra, de outra, de outra, etc...

         Mas, de fato, não é assim que calculamos a idade da Terra. Existe uma teoria, que partiu de um raciocínio simples, começando por uma batata quente, que pode nos dizer algo sobre temperatura. Já na idade média, os mais ignorantes sabiam que quando mais você desce buraco abaixo, mais quente vai ficando. O interior da Terra é quente, como sabemos. No inicio da Terra, a superfície não era fria e estável como é hoje, mas a Terra inteira era quente. Uma batata quente pode ter a superfície fria. Mas imagine você dando uma mordida numa batata que está bem quente por dentro. Se pararmos pra pensar, ela pode demorar cerca de 1 hora ou um pouco menos, pra esfriar por completo. Não é diferente com o nosso planeta. Lorde Kelvin (quem estudou física na escola sabe quem foi ele), por suposição, concluiu que a Terra já estava esfriando há alguns anos. Imagine que uma batata de 13cm demore 1 hora para esfriar totalmente. Sabemos que o tempo de esfriamento da batata torna-se maior quanto maior ela for. Imagine essa mesma batata 100 vezes maior. Demoraria 100 horas pra esfriar, ou seja, 4 dias. Agora, vamos imaginar essa mesma Batata do tamanho da Terra. Certamente ela demoraria 10 mil anos para esfriar, considerando que ela tem 13 mil km. Claro que o nosso mundo não está esfriando há 10 mil anos, e sim há mais tempo, senão não suportaríamos viver na superfície. Uma rocha, obviamente demora muito mais tempo para esfriar. Sabemos que quando um vulcão se eleva da Terra, ele aumenta a temperatura para milhares de graus, fazendo com que demore mais algumas centenas de milhares de anos para esfriar.

         Bem, mas isso não é nada depois que os cientistas descobriram que alguns elementos químicos são instáveis; Ou seja, emitem radiação até que se transformem em elementos estáveis, que não emitem mais radiação. Imaginem, que coloquemos um metal para esquentar. Com alguns materiais, cálculos e paciência, poderemos prever, com exatidão, quanto tempo um conjunto com 900 metais iguais a estes, um grudado no outro, demorariam para esfriar. Isso não é diferente com um elemento químico. O Decaimento radioativo, nos mostra que os átomos dessa barra de metal que colocamos para aquecer têm uma perda de calor, e essa perda nada mais é que a emissão de partículas radioativas. Não é diferente com objetos que brilham e perdem o brilho, por exemplo. Eles perdem o brilho por causa dessa emissão de partículas radioativas. De tanto emitir, ele acaba perdendo. Alguns elementos demoram alguns segundos para decaírem. Outros, bilhões de anos.
         O Potássio-40 decai para Argônio-40 em 1,25 bilhões de anos. Outro exemplo é o Rubídio-87, que se torna Estrôncio-87 na meia vida de 48,8 bilhões de anos. O elemento original costuma ser chamado de Elemento Pai, e o derivado evidentemente de Elemento-Filho. E o mais famoso é o Urânio-238, que se torna Chumbo-206 com meia vida de 4,5 bilhões de anos. Quando os cientistas começaram a usar esse método para medir rochas, logo descobriram que a maioria das rochas da superfície da Terra possuía altas quantidades do Argônio-40, e baixas de seu Elemento-Pai, o Potássio-40. Isso significa que a maior parte do Potássio-40 já se transformou em seu Elemento-Filho, portanto a rocha existe a um tempo maior que a meia-vida destes elementos, que é de 1,25 bilhões de anos. Somando alguns outros bilhões de anos que as rochas demoraram para esfriar, sabemos que o nosso planeta tem no máximo 5 bilhões de anos.


CRONOLOGIA BÍBLICA:

Segundo o arcebispo  irlandês James Ussher (1581–1656) a Terra teria sido criada há 4004 anos A.D. 

Da criação até o dilúvio – 1656 anos (Adão á Noé: 10 gerações)
Do dilúvio até Abraão – 292 anos (Noé á Abrão: 20 gerações)
Do nascimento de Abraão até o êxodo do Egito – 503 anos (Abraão  é  pai de Isaque, que é pai de Jacó, que é pai de José: 3 gerações).
Do êxodo até a construção do templo de Jerusalém – 481 anos
Do templo até ao cativeiro na Babilônia– 414 anos
Do cativeiro até ao nascimento de Cristo – 614 anos (De Davi até Jesus há 14 gerações)
Até aqui a soma deu 3960 anos.
De Jesus até hoje: 2017 anos (lembrando que há um erro quanto a data do seu nascimento de 5 a 8 anos).

Totalizando  5977 anos.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

CURIOSIDADES SOBRE MOISÉS




  
MOISÉS NÃO CONHECEU O DEUS DOS SEUS ANTEPASSADOS?

Conforme estas passagens (Gn 2:4; 4:26; 12:8; 15:2,8; 22:14-16; 26:25; 28:13;),  Deus já era conhecido como “Yahweh” muito antes do tempo de Moisés, mas...

No livro do Êxodo 3:13,14; Moisés demonstra não conhecer o nome do Deus dos seus antepassados, leia:

“Moisés disse a Deus: Eis que eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: O Deus de vossos pais enviou-me a vós. Se eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes hei de responder?”

É estranho, pois no Gênesis o nome Yahweh já aparece no original.

Primeiro foi Moisés quem disse que não conhecia o nome do Deus de seus antepassados. Agora neste próximo versículo é o próprio Deus quem diz que não foi conhecido anteriormente pelo nome Yahweh. Leia:

“Disse mais Deus a Moisés: Eu sou o Senhor. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus todo-poderoso, mas pelo meu nome, o Senhor (Yahweh), não lhes fui conhecido” (Ex 6:2-3;).

Nota: Como não foi conhecido pelo seu nome Yahweh se vimos anteriormente que no livro do Gênesis por várias vezes seu nome aparece no original?  Quem escreveu o livro do Êxodo não leu os registros do Gênesis, pois no Gn 15:2,8; é Yahweh que se manifesta a Abraão e no Gn 28:13; á Jacó. O fato de Moisés não ter conhecido o Deus dos seus ancestrais é porque certamente  não foi o autor dos textos a ele imputados.

MOISÉS  FALOU COM DEUS QUE ESTAVA NAS TREVAS?

“O povo permaneceu em pé de longe, enquanto Moisés se chegou ás densas trevas, onde Deus estava.” (Êx 20:21;)

MOISÉS FALOU COM DEUS QUE ESTAVA NUMA NUVEM ESPESSA:

“Eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também sempre creiam em ti. Ao amanhecer do terceiro dia houve trovões e relâmpagos e uma  nuvem espessa sobre o monte e um sonido de buzina muito forte de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu. Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente. E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz. E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.” Êx 19:9,16,18-20;

MOISÉS E A COLUNA DE NUVEM

 E sucedia que, entrando Moisés na tenda, descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés. Êxodo 33:9;

MOISÉS E A GLÓRIA DE DEUS

E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá.
Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui te porás sobre a penha.
E acontecerá que, quando a minha glória passar, pôr-te-ei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado.
E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.  Êxodo 33:20-23;

MOISÉS E O VÉU SOBRE O ROSTO

Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o seu rosto.
Porém, entrando Moisés perante o Senhor, para falar com ele, tirava o véu até sair; e, saindo, falava com os filhos de Israel o que lhe era ordenado.
Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com ele. Êxodo 34:33-35

AS TRADIÇÕES QUE COMPUSERAM O PENTATEUCO






       

         No grego esta palavra significa “cinco volumes”, são os cinco primeiros livros da Bíblia, que são resultantes de um processo que teve várias etapas. Escribas, profetas e sacerdotes foram registrando em épocas diferentes, eventos religiosos, dados históricos e mitos que lhes foram transmitidos oralmente, cujo teor eram significativos para compor a história de seu povo. Ao todo podemos afirmar que o Pentateuco é o resultado de 4 (quatro) tradições:

A tradição JAVISTA – É assim chamada porque desde o começo dá a Deus o nome Yahweh. Ela se originou provavelmente no tempo do rei Salomão, em torno do ano 950 a.C., em Jerusalém.

A tradição ELOISTA – É assim chamada por se referir a Deus pelo nome de Elohim. Ela nasceu provavelmente por volta do ano 750 no reino do norte depois que o reino de Salomão foi dividido. Muito marcada pela mensagem de profetas como Elias e Oséias, ela dá muita importância ao profetas. Esta tradição se fundiu com a JAVISTA pelos anos 700 a.C.

A tradição SACERDOTAL – Se originou durante o exílio judeu na Babilônia de 587 á 538. No exílio os sacerdotes tiveram que relembrar e reescrever a tradição do seu  povo para manter sua  fé e esperança.

A tradição DEUTERONOMICA – Está contida principalmente no livro do Deuteronômio, mas influenciou outros livros também. Começou no reino do norte e foi acabada no reino do sul.

Estas quatro tradições com outros acréscimos foram reunidas em um só volume. Este trabalho acredita-se que foi realizado pelo sacerdote Esdras, tendo sido finalizado por volta do ano 400 a.C.
        O único monumento sério, diz o Dr. Jacolliot, da tradição semítica ou assim considerada é a Bíblia, fonte onde bebem judeus e cristãos toda sua teologia cosmológica. Os estudiosos sérios desta matéria atestam que o Pentateuco foi escrito com o auxílio das velhas tradições do Egito, da Índia, da Caldéia (Babilônia) e da Pérsia.

Ninguém honestamente nos negará que:

I-     O livro do Gênesis é independente dos quatro outros livros que compõem o Pentateuco e muitas  das suas informações pertencem as tradições  egípcias babilônicas.
II-    Parte das leis e prescrições que ele contém já existiam há milhares de anos no Egito e na Índia.
III-  Até o reinado de Josias, 580 a.C., os hebreus ofereciam as suas adorações as divindades e espíritos da mitologia grosseira dos egípcios, caldeus e povos cananeus.
IV-  Os escribas, para dar mais peso á sua obra, redigiram-na e colocaram-na sob a lendária autoridade de Moisés, cujo nome era venerado como libertador do povo hebreu.
V-   O monoteísmo não era uma exclusividade hebraica e este só foi fielmente levado á sério a partir da reforma religiosa empreendida pelo rei Josias e o sacerdote Hilquias.
VI-  Nenhum profeta citou os livros do Pentateuco, nem nos Salmos, nem nos livros atribuídos á Salomão, Jeremias, Isaías enfim, em nenhum dos livros canônicos dos judeus.
VII- Em que língua Moisés teria escrito, a não ser egípcio, visto que nasceu lá juntamente com o seu povo.
VIII-               Se Moisés tivesse escrito que Deus pune a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, Ezequiel não teria ousado contrariá-lo em seu livro.
IX-  Ele não poderia ter citado o livro de Jasher, porque este só foi escrito no tempo dos reis.

        A história religiosa de Israel teve um marco que determinou o seu desenvolvimento até a atualidade, refiro-me a reforma do rei  Josias. Foi esta reforma que criou o judaísmo, unindo o conteúdo das profecias aos ritos e tradições da religião popular. O código de Josias seria o primeiro passo em direção á Torá que trouxe a ideia aos judeus  e ao  mundo que o Antigo Testamento era a “Palavra de Deus”, descrita de forma homogênea e definitiva. 
        Segundo o historiador Will Durant em seu livro  “História da Civilização“, que quando os judeus entraram no palco da história não passavam de beduínos nômades. O culto do boi e carneiro estava vivo na memória deles. Moisés nunca conseguiu extirpar de sua gente a fé no bezerro de ouro porque a adoração do touro ainda estava fresca em sua memória. Adoravam a serpente como nos mostra o episódio em que Moisés  provê uma de bronze para conceder ao povo um milagre.  Os oráculos  eram obtidos por meio de dados sagrados (Urim e Tumim) sacudidos numa caixa (ephod).

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O INFERNO NA BÍBLIA




A palavra *inferno* vem do latim *infernum* que quer dizer *profundezas ou regiões baixas*.

Na Bíblia há quatro palavras usadas que são traduzidas por *inferno.*

1- Geena (grego) palavra "Gehena" é de origem hebraica; vem de "vale" e "Hinom". "É o Vale de Hinom, onde o fogo queimava sem cessar", "lago de fogo". Era o lixão de Jerusalém.

O Vale de Hinom era um lugar perto de Jerusalém, onde Acaz iniciou a adoração aos deuses do sol e do fogo, Baal e Moloque. Os judeus sob o domínio do ímpio Manassés, ofereciam seus filhos como ofertas queimadas nesta adoração idólatra, Jeremias 7:31. Esta adoração cruel foi finalmente abolida, e mais tarde, Josias tornou o lugar um receptáculo de carcaças de animais. Depois, o rei Josias derrubou o altar, e pôs um fim nas abominações que aconteciam ali (2Rs 23:10), o lugar tornou-se o local de incineração de tudo o que era descartado em Jerusalém. Assim, sempre havia fogo queimando alguma coisa naquele vale.

Considerando todos estes acontecimentos como pano de fundo, podemos claramente entender porque aquele lugar se tornou o símbolo do tormento dos ímpios. Logo, o hebraico Ge’hinnom se tornou em grego Gehenna, o lugar de castigo sem fim, isto é, o inferno. Em todas as doze ocorrências deste termo nos livros do Novo Testamento, ele sempre significa inferno (Mt 5:22,29,30; 10:28; 18:9; 23:15,33; Mc 9:43,45,47; Lc 12:5; Tg 3:6). Ainda com base nestas passagens, fica claro que o Gehenna designa o local onde os maus são condenados ao tormento.

2- Hades (grego) na mitologia grega era o deus responsável por governar o mundo inferior e as almas após a morte. Era filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus (deus dos deuses) e de Poseidon (deus dos mares).

No Evangelho de Mateus 11:23 e no Evangelho de Lucas 10:15, Hades é utilizado no sentido figurado para estabelecer um contraste com o céu. Já em Mateus 16:18, Jesus diz que as portas do inferno (ou portas do Hades) não prevalecerão contra a Igreja. Nesse caso, Jesus está dizendo que a própria morte não triunfará sobre o seu povo.

Em Atos 2:22-31, o apóstolo Pedro, citando Davi, diz que a alma de Jesus não foi deixada no Hades (algumas traduções inferno), e nem sua carne viu a corrupção. Com isso, Pedro estava dizendo que Jesus não permaneceu no estado de existência desencarnada, apontando para o fato de que o seu corpo não viu a corrupção da sepultura, ao contrário do corpo de Davi.
Hades também aparece no livro do Apocalipse em três passagens (Ap 1:18; 6:8; 20:13,14), e se refere ao estado de morte, representado no sentido figurado como se fosse um lugar ou personificado como se fosse uma pessoa.
 
3- Sheol (hebraico) pronunciado "She-ol - שאול" é "túmulo", "cova" ou "sepultura". É comum ser traduzido como inferno.

Sheol é traduzido como inferno: Dt 32:22; 2Sm 22:6; Jó 11:8; 26:6; 7:27; 9:18; 15:11,24; 23:14; 27:20; Is 5:14; 14:9,15; 28:15; Sl 9:17; 16:10; 18:5; 55:15; 86:13; 116:3; 139:8; Pv 5:5; Ez 31:16,17; 32:27; Am 9:2; Jn 2:2; Hb 2:5 e outras. Entretanto, nem sempre em tais passagens devemos entender inferno como sendo local de tormento, como por exemplo, em Salmos 116:3; Isaías 5:14 e Jonas 2:2. Por isso em algumas versões revisadas a aplicação da palavra inferno é substituída por uma tradução mais apropriada ao contexto.

• Um lugar de castigo, onde a ira de Deus arde como fogo (Dt 32:22; Sl 9:17; 55:15; Pv 15:11,24).
• A própria sepultura onde todo homem, um dia descerá com seu corpo ao morrer (Gn 44:29,31; 1Rs 2:6,9).
• O estado de morte, ou seja, a existência desencarnada da alma.
 
4- Tártaro (em grego: Τάρταρος,) na mitologia grega, é personificado por um dos deuses primordiais, nascidos a partir do Caos. 
 
Na Ilíada, de Homero, representa-se este mitológico Tártaro como prisão subterrânea 'tão abaixo do Hades quanto a terra é do céu'. Na Bíblia é traduzido por abismo, prisão dos anjos. No dicionário grego do Novo Testamento de Strong diz que “Tártaro” é “o abismo mais profundo do Hades” (Apocalipse 20:3). Em 2 Pedro 2:4. "Em realidade, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, precipitados no tártaro, os entregou às cadeias das trevas para serem atormentados e reservados até ao juízo." Em 2 Pedro 2:4, lemos a expressão “lançando-os no inferno“, que traduz o original grego “lançar no Tártaro“. Essa é a única passagem bíblica onde aparece essa palavra grega. Nela, o apóstolo tomou emprestada a palavra para inferno da mitologia grega. Para os gregos, o Tártaro era um lugar inferior no mundo dos mortos, e servia como habitação dos perversos, isto é, era o lugar onde os piores homens eram mantidos em eterno tormento. 
 
Como já dissemos, na mitologia grega o Tártaro era o oposto dos Campos Elísios, onde as pessoas bondosas repousavam após a morte. Entenda que Pedro, ao utilizar a palavra Tártaro em sua epístola, não estava ensinando e nem mesmo aprovando os conceitos da mitologia grega, mas estava apenas utilizando o termo para se expressar na linguagem de seus leitores. 
 
Podemos dizer que é algo semelhante ao que o Apóstolo Paulo fez ao citar, apropriadamente, versos de três poetas (Epimênides, Cleanto e Arato) na pregação aos atenienses registrada em Atos 17:28. Nessa passagem, o Apóstolo Pedro está fazendo uma referência ao estado intermediário de castigo dos anjos caídos, os quais também aguardam o dia do juízo final. Considerando o contexto do capítulo onde essa expressão aparece, Pedro está ensinando que, assim como Deus não poupou os anjos que pecaram lançando-os no inferno enquanto aguardam o julgamento, ele também não poupará os falsos mestres que intentam fazer com que o povo desvie da verdade. 
 
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